A arte de empreender

30, setembro de 2019
Texto do nosso egresso de Jornalismo e Analista de Comunicação da UVV On, Ivan Monteiro.

 

Um bebê abandonado por uma mãe desesperada. Um vagabundo que o encontra e, assim, o cria. Essa é a premissa do filme “O Garoto”, protagonizado e dirigido por Charlie Chaplin.

O ano era 1921 e o contexto não podia ser mais devastador. Num mundo sem esperanças, marcado pelo desemprego, pobreza e transformações viscerais, o gênio do cinema fez rir e chorar plateias ao redor do mundo com essa delicada e emocionante jornada.

Como uma obra ainda consegue emocionar mesmo após quase um século do lançamento?

A arte tem muito o que ensinar no contexto empresarial. Empregando criatividade e inovação no cotidiano de uma empresa, é possível desvendar e encontrar muito do que se busca para angariar os melhores resultados.

E não se trata somente de lucros, mas também de impacto positivo a partir de uma gestão que inspire e seja realmente eficaz. O propósito de uma equipe, a satisfação de um cliente.

O trabalho da sétima arte, o Cinema, pode muito bem direcionar a visão empreendedora. Um bom planejamento é como um roteiro a ser lapidado. Uma boa gestão é como uma direção marcante. Um elenco digno de Oscar é como uma equipe inspirada, engajada e talentosa.

Todos os atores envolvidos possuem apenas um objetivo em comum: o júbilo de quem pagou por aquele desejo.

Como fazer com que uma marca, um serviço ou uma empresa seja lembrada daqui a 100 anos? Chaplin talvez não saberia responder, mas foi o que ele fez. Contou sua história utilizando uma linguagem inovadora. Transcendeu as limitações técnicas e abusou de sua criatividade para narrar histórias singulares, que tocaram e tocam em cheio os corações de multidões.

Não se trata de ser gênio para fazer história. Basta ser original.

Assista a O Garoto completo