Pesquisa determina causa de mortalidade em bebês

25, outubro de 2019

A mortalidade infantil é o indicador que representa o número de crianças que morrem no primeiro ano de vida, a cada mil crianças nascidas vivas no período. No Brasil, a taxa de mortalidade aumentou pela primeira vez em 2016, desde 1990. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram 14 óbitos para cada mil nascidos, contra 13,3 em 2015.

Pesquisadores do Espírito Santo investigam os fatores relacionadas à morte e ao adoecimento de crianças no período neonatal. O Projeto Viver é a pesquisa que fará o acompanhamento de crianças no nascimento, aos 6 dias de vidas e aos 27 dias (período neonatal precoce), quando completam o período neonatal, para descobrir os fatores que podem influenciar o óbito e adoecimento da criança.

“Cerca de 70% dos óbitos de crianças menores de 1 ano ocorrem no período neonatal e mais de 70% destes óbitos poderiam ser evitados. Por isso, justifica-se a realização de estudos de acompanhamento, como no caso do Projeto Viver”, conta Wânessa Poton, professora da UVV e coordenadora do Projeto.

O estudo acontece em 3 maternidades do estado: Santa Casa/Unidade Pró-Matre, Maternidade da Unimed, Maternidade de São Mateus. Todas as crianças que nascerem nessas maternidades farão parte da pesquisa e suas mães serão entrevistadas, pessoalmente, ainda na maternidade e depois, por telefone, quando a criança fizer 6 e 27 dias de vida.

As entrevistas coletarão informações sobre a saúde da mãe antes de engravidar e durante a gestação, sobre o parto e nascimento, saúde e cuidados com a criança. “Conhecendo melhor os fatores que estão influenciando o adoecimento e a morte dessas crianças, é possível a implementação de ações para redução desses fatores e, assim, evitar novas mortes de crianças neste período tão frágil da vida”, afirma a pesquisadora.

É importante destacar que o acompanhamento pré-natal é indispensável para que o médico possa intervir ainda no início de qualquer problema, à assistência ao parto e ao recém-nascido, como também o acompanhamento da criança na sua primeira semana. 

A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES) e segue até 31 de julho de 2020.