O que é Bitcoin? Como funciona o mercado das Criptomoedas?

2, junho de 2021

Criada em 2008 por um hacker misterioso denominado Satoshi Nakamoto, sendo classificada como uma moeda digital/eletrônica, a criptomoeda bitcoin foi lançada no mercado em 3 de janeiro de 2009. A identidade de Satoshi nunca foi revelada, e não se sabe se o mesmo representa uma pessoa ou um grupo.

Satoshi publicou um artigo em 2009 sobre o funcionamento da rede bitcoin, onde ele explica a teoria por ele criada denominada blockchain, a qual fundamenta a existência do bitcoin. Satoshi se mantém em completo anonimato desde que publicou tal artigo.

CRIPTOMOEDA

Bitcoin ficou mundialmente conhecido como uma criptomoeda, dada a tecnologia de criptografia blockchain, a qual confere alto nível de segurança no processamento de guarda, compra e venda de cada unidade.

O caráter “segurança” é considerado um dos principais ativos que gera valor ao bitcoin, uma vez que a criptomoeda é praticamente inviolável, à prova de hackers (invasores).

Além disso, a possibilidade de ser uma moeda universal e digital, confere aos investidores a crença de que o bitcoin é, realmente, algo muito valioso. Quando lançado, há relatos que nos EUA, pessoas trocaram bitcoins em produtos simples, como pizzas, por exemplo.

Para desespero de quem fez isso, na cotação atual (27/05/2021), um bitcoin vale a bagatela de aproximadamente R$210 mil reais. Equivalente à cotação no mesmo período do bitcoin em dólar de U$40 mil dólares.

Isso para não falar a cotação máxima, registrada em 15/04/2021, quando um único bitcoin foi cotado na faixa de U$63 mil dólares, equivalente a aproximadamente R$350 mil reais (considerando também o valor do dólar nesse período).

 

Fonte: https://www.google.com/intl/pt-BR/googlefinance/disclaimer/

 

Agora que você já sabe o significado da criptomoeda mãe, bitcoin, agora vamos falar das altcoins, que são as moedas digitais que surgiram na esteira do bitcoin, muitas delas baseando-se no mesmo conceito de blockchain.

ALTCOINS

Porém, as altcoins possuem projetos específicos e particularidades. Atualmente existem centenas de altcoins disponíveis no mercado, citamos algumas: Ethereum (ETH), Cardano (ADA) e Binance Coin (BNB).

A Ethereum por exemplo, se baseia na tecnologia NFTs (Non-fungible token) que significa Tokens Não Fungíveis. No próprio site da empresa, eles se auto definem como uma moeda em forma de Token digital, a saber:

“Ethereum não serve apenas para dinheiro digital. Qualquer coisa que você possua pode ser representada, negociada e usada como tokens não fungíveis (NFTs). Você pode simbolizar sua arte e obter royalties automaticamente sempre que for revendida. Ou use um token de algo que você possui para fazer um empréstimo. As possibilidades estão crescendo o tempo todo.”

O projeto da Ethereum tem se mostrado promissor e essa moeda digital tem recebido muita atenção, registrando máximas históricas constantemente. Mas é claro, todas as moedas digitais, inclusive a Ethereum, sofrem muitas oscilações, inclusive dos movimentos do bitcoin.

INVESTIMENTOS

Em 2020 a rede de investidores em bitcoin e altcoins recebeu nomes importantes do mercado internacional, com o exemplo o megaempresário Elon Musk, dono da famosa empresa de carros elétricos Tesla, da agência aeroespacial SpaceX (que planeja fazer viagens turísticas à marte no futuro) e também da empresa Neurolink (que desenvolve tecnologias de neurotransmissores que podem ser implantados nos cérebros humanos).

Nos últimos meses, Musk têm realizado declarações no seu Twitter que vêm gerando muitas discussões e polêmicas sobre seus investimentos em criptomoedas. O primeiro deles foi quando resolveu investir em 2020 na Dogecoin (DOGE), que para muitos era considerada uma Shitcoin (termo perjorativo para criptomoedas sem valor de mercado ou inúteis).

A DOGE foi criada em uma brincadeira de programadores. O projeto inicial era criar uma criptomoeda meme, prova que seu nome se refere a “Dog” (cachorro em inglês), que por erro de grafia, foi registrada como DOGE. E sua mascote não poderia ser outra, além de um cachorro.

O fato curioso foi que quando Musk investiu na DOGE, o valor da moeda saiu de milésimos de centavos de dólar que valia no início de 2020 e em 2021 chegou a registrar uma hiper valorização de mais de 1000%, atingindo a máxima na casa dos U$0,73 centavos de dólar.

Um fenômeno para uma altcoin, uma vez que a DOGE não tem quantidade limitada como o biticoin (são 21 milhões disponíveis no mercado). O próprio Musk entrou na brincadeira e tem compartilhado memes e vêm buscado aprimorar a DOGE, como visto nos posts de seu perfil no Twitter.

 

Ok, mas você deve estar se perguntando: “por que as criptomoedas valorizam tanto se não existe um produto por trás?”, não existe algo concreto, não existe uma empresa com valor de mercado etc.

DIGITAL x REAL

A resposta é simples. O valor das criptomoedas está na ideia da moeda digital em si, na tecnologia de blockchain e na capacidade de realizar movimentações financeiras em todo o mundo.

Se você parar para analisar, o processamento do PIX segue a ideia de processamento das criptomoedas, mas lógico, apenas o processamento, porque no PIX o dinheiro em espécie está nos respectivos bancos e é processado pelo Banco Central.

Nas criptomoedas trata-se de redes descentralizadas, onde o processamento se dá por meio dos miners, que são os usuários que montam máquinas de computadores e recebem uma margem de comissão para minerar o processamento de compra e venda das criptomoedas.

Como esse mercado ainda não é regulamentado, logo, está sujeito a variações entre 30% ou, em casos também já registrados, mais de 50% de queda em um único dia. Quando isso ocorre, os investidores dizem “tal criptomoeda derreteu”.

Isso ocorre por causa das especulações em torno deste mercado, que repito, não possuem regras definidas que proíbam a manipulação de preços.

Muitos dizem que para investir no mercado de criptomoedas é preciso estar com o teste cardíaco “em ordem”.

 

 

Roberto Rodrigues
Mestre em Administração
Tutor do ensino a distância