O aluno Caique Barbosa dos Santos, do curso de Ciência da Computação da Universidade Vila Velha (UVV) e membro da Empresa Júnior da Universidade Vila Velha (EJUVV), conquistou o primeiro lugar na etapa brasileira do Red Bull Basement, programa global que reconhece ideias inovadoras desenvolvidas por estudantes universitários.
A vitória veio com o projeto PhytoSense, desenvolvido em parceria com Analine Fernanda Machado, que agora segue para a etapa internacional da competição, nos Estados Unidos, onde projetos de diversos países disputarão o prêmio global de US$ 100 mil para o desenvolvimento de suas soluções.
Experiência no Red Bull Basement
O Red Bull Basement é um programa internacional que incentiva estudantes universitários a desenvolver soluções tecnológicas para desafios reais da sociedade.
No Brasil, equipes de todo o país participaram do processo seletivo, e os projetos finalistas se reuniram em São Paulo, onde ocorreu a final nacional que definiu os representantes brasileiros na etapa global.
Para Caique, a experiência foi marcante.
“A experiência no Red Bull Basement foi excepcional e o suporte da equipe, impecável. Esse resultado é muito significativo para nós: após um ano de dedicação com recursos limitados, finalmente conseguimos o impulso necessário para levar o projeto adiante”, destaca.
Formação na UVV
O estudante também destaca o papel da universidade no desenvolvimento das habilidades necessárias para a criação da solução.
“A UVV foi fundamental nos meus primeiros passos. Antes eu não possuía conhecimentos sólidos em programação e banco de dados, mas, por meio das disciplinas e do suporte dos professores, consegui desenvolver e consolidar essas habilidades”, conta.
Tecnologia para monitoramento ambiental
O PhytoSense é um aplicativo que utiliza inteligência artificial e visão computacional para identificar fitoplâncton a partir de imagens captadas em microscópio. A ferramenta sugere classificações com níveis de confiança e gera relatórios automáticos, acelerando análises ambientais e ampliando o acesso ao conhecimento científico.
O fitoplâncton é considerado um importante bioindicador ambiental. A partir da análise desses microrganismos presentes na água, é possível avaliar a saúde de ecossistemas aquáticos e identificar alterações ambientais.
Segundo Caique, a proposta é transformar o processo de identificação dessas microalgas, que ainda é feito de forma lenta e altamente dependente de especialistas.
“A identificação de microalgas ainda é lenta, manual e dependente de especialistas, o que cria gargalos em monitoramentos ambientais. Isso pode atrasar respostas a florações nocivas e comprometer a gestão da qualidade da água”, explica.
Com o uso de aprendizado profundo, o aplicativo reconhece padrões morfológicos complexos e cruza os dados com bases científicas globais, permitindo diagnósticos em poucos segundos.
“A ideia é transformar imagens microscópicas em dados ambientais inteligentes. Cada análise também alimenta o sistema, criando uma rede de monitoramento ambiental em escala global”, afirma o estudante.
Impacto científico e ambiental
A solução pode beneficiar desde estudantes e pesquisadores até agências ambientais e organizações internacionais, ampliando a capacidade de monitoramento climático e de qualidade da água.
Ao acelerar a identificação de microalgas, o sistema contribui para antecipar florações nocivas, fortalecer o monitoramento ambiental e democratizar o acesso à taxonomia.
Próximos passos
Agora, a equipe se prepara para a etapa internacional da competição, onde receberá mentoria especializada para evoluir o projeto.
“Nosso foco agora é extrair o máximo de aprendizado com os mentores da Red Bull. Eles vão nos ajudar a refinar o projeto, oferecendo suporte técnico e estratégico para que possamos apresentar uma solução madura e competitiva no mundial”, afirma.
A final global do Red Bull Basement reunirá projetos de diferentes países, que disputarão o prêmio de US$ 100 mil para impulsionar o desenvolvimento das soluções apresentadas.
Confira os registros
















